estou pronta para viver
chegou a hora de encarar o mundo
tenho sede de vida
uma sede que não é saciada
nem ao menos quando sonho
dormindo ou acordada
eu quero viver cada vago momento
para tentar recompensar os que já tive
os que passaram
e os que simplesmente nem vi passar
quero viver com sorrisos
que me tragam as dores do dia
palavras daqueles que amam
a mim, à natureza e aos detalhes
preciso de vida na minha vida
para que me renasça de novo
dia após dia mais intensa
nesse tempo que passa
entre minutos que voam
entre horas que se perdem
preciso dessa vida que liberta
que me faz sorrir com a alegria
e chorar com a tristeza
e até o choro é vida
até a dor que evito
me faz viva
e viva quero ser
enquanto puder estar
nesse mundo
com choro, com lágrimas
com perdas
toda luta nos faz
um pouco mais quem nós somos
e toda vida nos faz
melhores do que fomos ontem
e toda gente que nos toca
e nos deixa algo
leva também uma parte
levam pedaços de nós
que nos fazem maiores
não tenho medo das derrotas
só tenho medo
de não viver
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Sobre o silêncio do rosto
minhas mãos tocam teu rosto
teu rosto afaga as minhas mãos
teus olhos se fecham
e os meus pedem tuas mãos
e rogam aos céus
aos seres que nos ouvem
no silêncio da escuridão
que tua boca não se canse
que tua pele alcance a minha
e nas mãos postas
sobre tua face cansada
meus olhos se entregam
aos desejos de luz em sua noite
enquanto tua mente viaja
e meu colo te chama
apenas mais um toque
mais um pouco de mãos
de respiração intacta
mais um pouco de mim
a ti ofereço num longo minuto
para que sigas com o coração
para que cruzes teus temores
e retornes a mim
com a leveza do calor
que minhas mãos deram a ti
e que teu sorriso me impõe
minhas mãos gritam
enquanto tu apenas sente
tudo aquilo que minha voz
ainda não soube dizer
teu rosto afaga as minhas mãos
teus olhos se fecham
e os meus pedem tuas mãos
e rogam aos céus
aos seres que nos ouvem
no silêncio da escuridão
que tua boca não se canse
que tua pele alcance a minha
e nas mãos postas
sobre tua face cansada
meus olhos se entregam
aos desejos de luz em sua noite
enquanto tua mente viaja
e meu colo te chama
apenas mais um toque
mais um pouco de mãos
de respiração intacta
mais um pouco de mim
a ti ofereço num longo minuto
para que sigas com o coração
para que cruzes teus temores
e retornes a mim
com a leveza do calor
que minhas mãos deram a ti
e que teu sorriso me impõe
minhas mãos gritam
enquanto tu apenas sente
tudo aquilo que minha voz
ainda não soube dizer
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
É pouco, ser tudo
Não basta ser bom
Nem sempre basta
Cuidar das palavras
Ouvir os desabafos
Incentivar os sonhos
Não basta ser forte
É preciso transcender
Não basta ter coragem
É preciso continuar em
frente
Não basta olhar os
olhos
Cobrir os fios dos
cabelos despenteados
É preciso aceitar os
fatos
Com tato
Com mãos leves
Tocar o que, de fato
Existe
Existe a distância
Existe o medo
Existe o perigo
Existem os corpos
Perdidos
Afogados
Mas existe também
Aquilo que nos move pra
perto
Que nos faz ignorar o
tempo
A distância
Os desafetos
E os desatinos
E o coração só atina
Para o lado que não
deve ir
Pois existe um retrato
Do que tivemos
E as imagens do que
fomos
Dentro
Adentrando cada noite
Madrugada adentro
Entre suspiros e
delírios
Do que gostaríamos de
ser
Um dia
Juntos
Mas não basta
Ser bom
Perdoa-me
Perdoa-me
Por não ter mais o rosto de alguns anos
Perdoa-me
Por ter feito meu coração refém do seu
Perdoa-me
Eu só queria aquela paz
Aquela sabe
Que me deixa segura
Que só existe num lugar
Entre seus braços
Quando minha cabeça
Recostada no seu peito
Me faz sentir teu coração
Que palpita
Sendo o som mais lindo
Que já pude ouvir
Como se nada mais houvesse
Como se nem ao menos houvesse esse tempo
Que nos afasta
Que nos leva pra longe
Um do outro
Perdoa-me
Tu não precisavas dessa vida
Que te dei
Não tinhas que sofrer
Nem eu, eu sei
Mas há dor
Há lágrimas
Há a Lola perdida
Há o poste sem luz
E há uma cama vazia
Dois corações partidos
Um bairro escuro no caminho
De volta
Há uma saudade estrondosa
Num espaço em branco
Do que não teremos
Do que quero ter
Daquilo que não existe
Há essa vontade
De voltar no tempo
E apenas sentir
Outra vez
Tua pele na minha
Por não ter mais o rosto de alguns anos
Perdoa-me
Por ter feito meu coração refém do seu
Perdoa-me
Eu só queria aquela paz
Aquela sabe
Que me deixa segura
Que só existe num lugar
Entre seus braços
Quando minha cabeça
Recostada no seu peito
Me faz sentir teu coração
Que palpita
Sendo o som mais lindo
Que já pude ouvir
Como se nada mais houvesse
Como se nem ao menos houvesse esse tempo
Que nos afasta
Que nos leva pra longe
Um do outro
Perdoa-me
Tu não precisavas dessa vida
Que te dei
Não tinhas que sofrer
Nem eu, eu sei
Mas há dor
Há lágrimas
Há a Lola perdida
Há o poste sem luz
E há uma cama vazia
Dois corações partidos
Um bairro escuro no caminho
De volta
Há uma saudade estrondosa
Num espaço em branco
Do que não teremos
Do que quero ter
Daquilo que não existe
Há essa vontade
De voltar no tempo
E apenas sentir
Outra vez
Tua pele na minha
domingo, 11 de novembro de 2012
A janela
Não fui cuidadosa
A janela eu não fechei
Totalmente
Pensava estar segura
Dentro de um espaço vazio
Solitário
Rasguei as lembranças
Continuei trancada (não completamente)
Havia um espaço
E eu não percebi
Pequeno espaço
Suficiente
Para o que veio
E me revoltou
Calou minha autossuficiência
Enganou meus ouvidos
Assombrou minhas noites
Tão caladas
Tão cheias
Quando sentia
Aquele gosto
Que exala quando sorri
Já nem sou mais como antes
Apenas sou, alguém
Com escolhas pela frente
Tão cheia de graves
De indecisões
Relações com o futuro
Que nem sei se chegará
Atormentam, cada minuto
A janela está quebrada
Emperrada
E nada disso para
Aumenta, apenas
E sigo
Sem ler
Ignorando todos os avisos
Como se no fim
Do túnel
Eu não soubesse
O que há
Eu sei
Mas ainda fecho os olhos
Ainda não posso
Aceitar
O fim.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Tanta gente
Tem gente que não sabe
Seguir em frente
Tem gente que se prende
Se amarra num tempo
Que se foi
Tem gente que espera
Que esse tempo recomece
Se renove
Mas o que foi
Não volta mais
Tem gente que não sabe
Desfazer os laços
Desamarrar
Tem gente que fica na
gaiola
Com a janela aberta
Com medo de voar
Tem gente que não vive
A vida lá fora
Só olha pra dentro
Tem gente que não age
Apenas reage
Sempre igual
Tem gente que se perde
Do futuro
Encara o passado, no
presente
Tem gente que tem medo
De ser novo pra alguém
De ser novo no espelho
Tem gente que pensa
Que o mundo conspira
Contra a sua sanidade
Tem gente
Sempre
Que vai te dizer
Como deve ser
Mas tem gente
Que pensa em ti
Tem gente
Que só quer
Te ver sorrir
O que é? O que faço?
E o que é isso agora?
Há em mim pedaços do que eu nem cheguei a ser
Que me levam pra longe dessa sala
Que me levam pra perto da cama onde repousas
Num sono pesado, calado pelas vozes do que dissemos ontem
E eu sinto falta do que não tive
Sinto falta das suas palavras doces
E daquele seu sorriso que me acalma a pele
E o que é isso agora?
Percebo os caminhos em trilhos que não se cruzam
É uma possibilidade que me tortura
Não mais saber sobre tuas alegrias
Coisas sobre as quais eu nem sei mais como não ter
E fico assim muda em meu percurso
Tentando entender uma saudade
De coisas que talvez nunca viveremos
E o que eu faço agora?
Corro. Eu tento correr pra longe dessa insanidade
A minha janela eu tento fechar por completo
Mas talvez já seja tarde, não sei
Não sei como voar sem o teu impulso
Minhas asas tem memória
E elas querem me levar o tempo todo
Pra onde você está
E o que eu faço agora?
Eu me calo. Abafo essas dores cheias de vazios
Os vazios que tu não soube preencher
Quando me olhavas sem coragem
Pra seguir e me fazer tocar o teu espírito
Pra que nossas mentes olhassem o mesmo horizonte
E recebo em pensamentos as suas mãos
Mas parece que foi apenas um sonho
Penso em te pedir que venhas
Mas não ouso
Promessas não cabem em mim
Apenas vivo
Quero somente o hoje feito brasa
Feito a calma no seu colo
Nada mais
Há em mim pedaços do que eu nem cheguei a ser
Que me levam pra longe dessa sala
Que me levam pra perto da cama onde repousas
Num sono pesado, calado pelas vozes do que dissemos ontem
E eu sinto falta do que não tive
Sinto falta das suas palavras doces
E daquele seu sorriso que me acalma a pele
E o que é isso agora?
Percebo os caminhos em trilhos que não se cruzam
É uma possibilidade que me tortura
Não mais saber sobre tuas alegrias
Coisas sobre as quais eu nem sei mais como não ter
E fico assim muda em meu percurso
Tentando entender uma saudade
De coisas que talvez nunca viveremos
E o que eu faço agora?
Corro. Eu tento correr pra longe dessa insanidade
A minha janela eu tento fechar por completo
Mas talvez já seja tarde, não sei
Não sei como voar sem o teu impulso
Minhas asas tem memória
E elas querem me levar o tempo todo
Pra onde você está
E o que eu faço agora?
Eu me calo. Abafo essas dores cheias de vazios
Os vazios que tu não soube preencher
Quando me olhavas sem coragem
Pra seguir e me fazer tocar o teu espírito
Pra que nossas mentes olhassem o mesmo horizonte
E recebo em pensamentos as suas mãos
Mas parece que foi apenas um sonho
Penso em te pedir que venhas
Mas não ouso
Promessas não cabem em mim
Apenas vivo
Quero somente o hoje feito brasa
Feito a calma no seu colo
Nada mais
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Um no outro
Dias cheios que nos levam pra longe
Eu longe de ti
Você longe de mim
E a vontade perto de nós dois
Trocaria a vontade por você
Trocaria as horas pelos seus carinhos
Trocaria esse tempo vazio
Pelos beijos que molham meu céu
Vou tentar não pensar na distância
Seguir os compromissos
Esperar não mais que uns dias
Pois a tua falta eu não suporto
Pelos caminhos da vida nos perdemos
Eu de ti e tu de mim
Em momentos largos
Parados ficamos enquanto andamos
Pensando nos minutos no mesmo lugar
Eu aqui
Você aí
Nós dois em algum canto
Reclamando dos ponteiros
Que tatuam nossa saudade
Um no outro
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Deixando-se
E enquanto me deixas
ser
esse corpo cansado
mostra-me
entrelaçando minha
pele
que há sol nas suas
mãos
E enquanto me deixas
pensar
num futuro irremediável
ensina-me
a sorrir nesse presente
que despenteia nossos
destinos
E quando não percebo a
saída
acalma-me
entre sorrisos tímidos
alivia-me
a mente exausta de
sonhar
E quando realiza meus
desejos
recita-me
como versos rabiscados
resolve-me
como uma ciência
inexata
E enquanto me deixas
não deixas nada
acontecer
pede-me, apenas
para que nos deixemos
ser
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
O som do sonho
Ela brinca de ser
grande
Não percebe que
gigantes
São seus pensamentos
Sonhos que irradiam seu
talento
Menina de cabelos escuros
Que esconde os
desatinos
Numa fuga feroz e
interna
Se perde nas horas do
peito
É ela que canta
pelos cantos
Enquanto realiza
o impossível
Encanta os
corações alheios
Sorriso perdido entre goles
De um futuro tão nítido
Que vive de infinitos
Viaja pelas mesas do bar
Ela pensa que perde
O sonho que não acontece
Mal sabe ela que vive
Nas canções da sua voz
Assinar:
Postagens (Atom)