sábado, 31 de outubro de 2009


ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEAVELAND, OHIO. 

 "Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez: 

 1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
 2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
 3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
 4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
 5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
 6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
 7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
 8. Está tudo bem em ficar bravo, mas não com Deus. 
 9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
 10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
 11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
 12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
 13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca, mas é no tempo dele e não no nosso.
 16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
 17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
 18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
 19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
 20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
 21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
 22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
 23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
 24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
 25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
 26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
 27. Sempre escolha a vida.
 28. Perdoe tudo de todos.
 29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
 30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
 31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
 32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
 33. Acredite em milagres.
 
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.
 35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
 36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
 37. Seus filhos só têm uma infância.
 38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
 39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa. 
42. O melhor está por vir. 
43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça. 
44. Produza. 
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente "

ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEAVELAND, OHIO. 


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Já Houve Sonho



Jaz em meu peito o tempo
  risonhas horas atentas
  aos desejos insensatos acato
  carinhos coloridos por horas


Havia uma paz sem demora
  pensamentos vizinhos
  intensas telepatias
  nos olhos que se tocam


Saudade sentida em foz
  de entranhas algozes
  cantos de encantos no alto
  recanto do corpo, antologia

Entre versos

Pensando estou
Numa noite repleta de som
São doces as palavras de amor
Na música há encantamento
Se me perguntas:
- Que ouves?
Direi sem demora:
- Meu coração nessas letras.
E se o tempo passa
Nem ao certo percebo
Pois aqui fico te vendo
Entre versos e sonhos
Sonhados e vividos

Os Degraus


Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...



(Mário Quintana)

Amor meu

Aqui, na solidão, eu te vejo... De olhos fechados... De pensamentos cruzados... Das coisas que vivemos... Das coisas que queremos... Eu te amo! E assim... de leve... Incessantemente de busco. Nos meus sonhos eu te encontro. Nas alucinações eu te toco. Em cada momento... eu viajo. Você... meu amor... Pedaço do meu corpo... Parte de minha alma... Caminho do meu coração... Não te ter... é uma angústia... Mas quando eu te toco, tudo se afigura. Vejo, sinto, beijo, amo... Deliro de alegria... O prazer me inebria... E tu... amor meu... É tão meu, que ninguém me tira. Te abraçaria por horas Te beijaria por anos E nas batidas dos nossos corações entrelaçados Enfim entendo, que não há momento tão nosso... ...e que nada pode ser maior.

Os Poemas


                                          Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso 
nem porto; 
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes 
que o alimento deles já estava em ti...


(Mário Quintana) 

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Amor — pois que é palavra essencial

Amor — pois que é palavra essencial
comece esta canção e tudo a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
Reúna alma e desejo, membro e vulva.

Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma a expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?

O corpo noutro corpo entrelaçado,
Fundido, dissolvido, volta à origem
Dos seres, que Platão viu contemplados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.

Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?

Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
 
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentram.

Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara
mas, varado de luz, o coito segue.

E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da própria vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.

E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o clímax:
é quando o amor morre de amor, divino.

Quantas vezes morremos um no outro,
no úmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.

Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Recado

"ESCREVO PORQUE ENCONTRO NISSO UM PRAZER QUE NÃO CONSIGO TRADUZIR. NÃO SOU PRETENSIOSA. ESCREVO PARA MIM, PARA QUE EU SINTA A MINHA ALMA FALANDO E CANTANDO, ÀS VEZES CHORANDO..." 
(CLARICE LISPECTOR)





escrever nem sempre tem razão, nem sempre tem endereço...
escrever é arte, é vida...
é meu jeito de dizer que vivo...





Autopsicografia 



                                    



O poeta é um fingidor. 

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente. 



E os que lêem o que escreve, 

Na dor lida sentem bem, 
Não as duas que ele teve, 
Mas só a que eles não têm.


E assim nas calhas de roda 
Gira, a entreter a razão, 
Esse comboio de corda 
Que se chama coração.



(Fernando Pessoa)

Poesia

Poesia é mágica
Encanta
É para sensíveis
É para quem vive

Coisas da vida

Tua falta é algo assim,
Como vazio de luz
Num apego improvável
Céu escuro sem estrelas
A saudade é coisa fácil
Vivências desconexas

Num buraco sempre armado
Vejo coisas pensadas, repensadas
As respostas vinham simples
As verdades fugiam quase sempre

Foram tempos de sorrisos
Lágrimas ferrenhas e vis
Coisas da vida
Faziam a vida, mais feliz