sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Poetando o meu paradoxo


Sou poesia
Há palavras que me definem
Mas nenhuma que me explique
Ouço em forma de versos
Sinto em forma de sonhos
Não sou a santa da vida
Nem o anjo da morte
Sou a poesia
De uma alma que não é minha
Faço da noite pleno dia
E do dia o meu destino
Sou a poesia do amanhã
E vivo do ontem palavreado
Há vírgulas inteiras na minha pele
E infinitos pontos finais
Há rimas que me cercam
E outras que me levam
Sou tão poesia
Que me perco na realidade
Faço da viagem uma história
Faço da cama a memória
Faço do cinema um recado
E da música um finado
Desafino pelas linhas
Da sorte que me fez azarada
Busco um sim no impossível
Encontro as letras imprevisíveis
Palavras, palavras
Que me são poesia
Que me recitam a vida



5 comentários:

Marilda disse...

Esta veio carregada de sentimentos...
Acho que me encontrei em alguma parte...
Beijos

Bruno Fortkamp disse...

sem palavras,poetizou legal Ciça!

Anônimo disse...

Pretty insightful. Thanks!

My blog:
DSL Anbieter www.dslvergleichdsl.com

Fátima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fátima disse...

Sem palavras adoro tudo o que tem a ver com poemas mas esse sem duvida é dos melhores os meus preferidos são alguns que tocam no coração tristeza ódio esta é uma mensagem que eles deixem que ninguém pode estar só feliz bem eu também sou assim sou triste mas esse poema é muito lindo os meus parabéns continua assim !