sexta-feira, 27 de maio de 2011

Passeio

No alto
Do alto
Dava pra ver a escuridão
Dos vidros
Dos ruídos

De olhos fechados
Sem cortinas ou fatos
Só a respiração
Ofegante
Discrepante

De mãos vazias
Tão cheias
De pele
De alma
Com saudade

Pensamentos insanos
Humanos
Vivos de gosto
De fúria
Rabiscados de paz

O vidro molhado
De tempo
Incerto
Tão único
Tão tenso

Reflexos vorazes
De sonhos
Neurose ferida
Que sorte
Eram dois [em um]


2 comentários:

Bruno Fortkamp disse...

esta é Ciça,a minha poetisa preferida da cidade!

Curiosa disse...

belíssimo poema ... gosto muito ...