sábado, 7 de maio de 2011

Felicidade desesperada

Preciso desesperadamente de felicidade. Uma felicidade que me descompense, ou compense todas as frustrações, todos os medos e ansiedades de coisas que nunca aconteceram. Das vontades que nunca passaram e dos objetivos que nunca chegaram. Preciso de felicidade incontável, pra me colocar de volta na vida, pra me deixar apenas cicatrizes. Uma felicidade que apague todos os deslizes, todos os erros e inverdades que derrubaram a minha calma. Preciso, muito e imensamente, ser feliz. Rir até chorar. Chorar até gargalhar das minhas inutilidades, incapacidades. Ou de todas as capacidades que nunca fiz acontecer. Preciso da alegria da presença. Da simplicidade de um abraço único, insubstituível. Preciso desesperadamente de felicidade. Pra ser um pouco mais gente, um pouco menos confusão. Pra ser o caminho de alguém, pra ser o alguém no caminho do amor. Preciso, da saudade que se mata rapidinho, da liberdade da alma, daquela noite tão alva, tão grande, tão absurdamente viva. Preciso, desesperadamente, ser feliz... de dentro pra fora. Pra colocar fora toda cor que há dentro de mim.

Um comentário:

Bruno Fortkamp de Sá disse...

"Chorar até gargalhar das minhas inutilidades"

rsrs...Adorei este trecho Ciça..já dá um poema as "inutilidades"

Abração!