sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Frase de Mãe

Uma mãe, estimulando a filha a estudar, disse a ela que: - Você tem que estudar para não ter que depender de homem. Coitada da mãe, eu a entendo, é mãe, quer o bem da filha, mas a incentiva com argumento errado. Desde quando a mulher, sob a situação que for, precisa de homem? Não precisa para nada, nunca precisou, não precisa e nunca precisará. A sociedade no entanto vive repetindo essa estúpida mentira às meninas. À maioria, pelo menos. Volta e meia, leio nos jornais sobre mulheres humilhadas, surradas, pisadas por maridos ou "companheiros". Mulheres que se defendem dizendo que não têm para onde ir, que não têm recursos para viver sozinhas e cuidar dos filhos, quando é o caso... Que frouxas. Desculpo-lhes pela ignorância, não foram educadas, nunca tiveram pai e mãe para lhes dar a saudável orientação de que precisavam na infância para depois crescer cidadãs e independentes. Nenhuma mulher, por pobre que seja, por analfabeta que seja, precisa de homem ou de quem quer que seja para lhe dar alimentos ou dignidade na vida. As mulheres são magníficas quando se dispõem a lutar. São guerreiras da vida. Quando uma delas, abandonada ou livre de uma relação infeliz, segura no colo e aperta contra o peito um filho pequeno e amado, nada poderá prejudicar o futuro dessa criança, ela já tem o escudo da vida: o amor e a proteção da mãe. Nunca se deve dizer a uma filha que se ela não estudar vai depender de homem. O que se deve dizer é que pobre ou rica, com ou sem estudo, uma pessoa poderá ser o que quiser na vida, desde que se respeite e se entenda capaz de descobrir e desenvolver o talento especial que cada um de nós ao nascer traz para a vida. O meu conselho de sempre às garotas é: - Estudem, instruam-se e se qualifiquem profissionalmente, seja no que for, e ninguém lhes fará tuteladas, ou dependentes. Atitude A lição é antiga. É bom não esquecer que as empresas contratam as pessoas pela competência e as demitem pelo comportamento. De nada adianta boa competência e ser um arruaceiro, desleal, indolente, divisor de grupos. A competência precisa estar aliada a um bom caráter. Ou rua. Vale também, e muito, para os casamentos. Luiz Carlos Prates (Texto extraído do site do Jornal Diário Catarinense)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Escuro

Quando tudo fica escuro. Me fecho. E aqui, dentro de mim. Procuro. Respostas. Coragem. Nesse negro infinito. Suspiro. A luz desapareceu. Reflito. Continuo. Acabo. Aceitar não é mais a rotina. A rotina não é mais a mesma. Eu não sou mais a mesma. As respostas eu tenho. A coragem talvez. Continuo? Acabo? A verdade aqui está. Só me resta aceitar. E assim, sair do escuro. Tornar o infinito negro, num infinito sol.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Felicidade. Luz.

Dizem que felicidade não se traduz.

Dizem que felicidade não se descreve.

Mas não me importo, eu tento.

Me sinto feliz.

Minhas pernas pulsam.

Meus braços voam.

Minha cabeça gira.

Meu corpo dança.

Meus olhos vibram.

Minhas mãos cantam.

Minha alma brilha.

Oh felicidade! Que me faz assim.

Tão confusa quanto amante.

Tão amante que se confunde.

O amor é feliz.

A felicidade me faz ser mais amor.

Mais vida. Mais luz.

Luz que compartilho.

Luz que ilumina.

Meu caminho.

Meu destino.

E é sempre mais.

Minha felicidade.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Belo texto!

Recebi esse texto de uma amiga muito querida... Núbia!
Resolvi compartilhar!
'Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa: 'Ah,terminei o namoro...' 'Nossa, quanto tempo?' 'Cinco anos... Mas não deu certo...acabou' 'É não deu...' Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo, nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga... senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama! Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói! Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar. Enfim... quem disse que ser adulto é facil?'
Arnaldo Jabour

domingo, 26 de outubro de 2008

De longe, o destino

De longe. Espero. Na espreita. Na saudade. Imagino. Nossos dias mais nossos. Nossos momentos mais longos. Nossa vida mais viva. De longe. Observo. De lado. De salto. Chamo. Pelos pensamentos mais reais. Pelas vontades mais fatais. Pelo caso do acaso. De longe. Quero. Na sombra. No escuro. Sonho. Com os beijos mais quentes. Com as viagens mais longas. Com os toques mais tocados.

Meu bem, não viva sem querer. Não ame sem amar. Não seja o que não quer. Não me peça pra esquecer. Não busque distorcer. Não idealize sem saber. Cada um tem um destino. Cada destino tem um alguém. Se você é meu destino. Que tal ser o meu também?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A vida como inspiração!

Imagino a felicidade do pai ao ouvir pela primeira vez a batida do coração do filho. Ainda na barriga, uma vida. Uma responsabilidade. Amor incondicional. Sangue do sangue. Descrever isso parece uma das tarefas mais difíceis a que me dispus. Primeiro porque ainda mãe não sou (mas serei, se Deus me permitir). Segundo, porque homens sentem diferente, amam diferente. Talvez na sua essência de “ter que ser forte”, nem sempre demonstrem a verdade. Aquela essência natural, adquirida desde os tempos das cavernas. Desde sempre. Que percorre suas veias, quando a emoção passeia pelo corpo todo. Mas as portas dos olhos se fecham, trancando as lágrimas belas da sensação de saber que a partir daquele momento, não se é mais sozinho no mundo. Que seu sangue continuará em outro corpo, em outra vida. Um misto de “ser forte” e “ser sincero”. Uma imensidão de sensações. Inexplicavelmente, tudo se explica. Pura e simplesmente, porque o amor acontece. Um amor paternal e maior do que qualquer outro já sentido. Sou mulher. Jamais saberei se isso é real. Mas eu sei que o coração sente. Que as pernas tremem. Que a vida surpreende. Que é possível até os mais enormes “brutamontes” se transformarem em pequenos homens encharcados de lágrimas. Tudo isso por amor. Por que aos homens foi dado o direito a vida. A ser uma vida. A fazer outra vida. E eu... Quem dera, justo a mim ter sido dada a inspiração para escrever sobre isso. Nos meus mais misteriosos medos, eu sinto... ... tudo isso. OBS.: Aos pais que amam seus filhos... e aos bebês homens da minha vida: Davi, Olívio e Daniel.

Esperando

Somos mesmo seres muito curiosos. Esperamos sempre. Por uma viagem. Por um momento. Por dinheiro. Bens materiais. Desejamos. Sonhamos. Esperamos até por alguém especial. Todos os dias fazem parte desse sistema de espera. Podemos também esperar por ações. Esperamos por uma família mais compreensiva. Por amigos mais presentes. Por chefes mais preocupados. Por amores mais intensos. Esperamos sempre por pessoas diferentes. Por momentos mais alegres. E essa espera, pode nos fazer perder o presente. Perder sorrisos fáceis. Amizades verdadeiras. Amores reais. Nós. Você. Eu. Seres humanos tão normais. Porque então esperar pela perfeição? Talvez por algo que tenha nascido conosco. Ou porque simplesmente sempre foi assim. Afinal, de algum lugar essa idéia tem que ter partido. Mas esquecendo um pouco desse ponto. Voltemos ao principal: por que esperar sempre? Não sei. Nem sei também o quão ruim isso pode ser. Talvez a questão principal não seja por que esperar? Mas sim O QUE esperar? Eu sinceramente, sempre espero. Espero pela hora certa. Por coisas nos devidos lugares. Espero por pessoas sinceras. E por pessoas leais. Espero que minha família busque o perdão. Espero que meu amor seja também sempre coração. Espero que meu trabalho me satisfaça. Espero que meus amigos sorriam, sem tensão. Espero pelo dia de sol. Pelos mares de paz. Pelos sorrisos embriagados. Por momentos, a sós. Sempre esperando, talvez errando. Vou vivendo. Mas quem não espera... talvez nunca alcance. E esperar, pode não ser o melhor. Mas quem espera, sonha. Então eu sonho. E só pensando assim é que entendo. Esperar tem um lado bom. E sonhar, faz a minha vida, mais bela.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Real

Assim. Só. Viajo.

De olhos fechados alcanço o paraíso.

De olhos fechados. Sinto. Sonho.

 

De repente. Acordo.

E assim, sem perceber, eu choro.

As lágrimas pela face.

Dói. Realidade tão real.

Me toca. Sem dó.

Salgada água que desce pelo rosto.

O coração incha.

Suspiros.

Delírios da verdade.

 

Gritos param na garganta.

Por onde a saliva passa, quase que sendo empurrada.

O ar não sai. Não entra.

Fica tudo escuro.

 

Realidade. Real. Agora eu sei.

Não é pra ser.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Distância

Distante... Ou não... Já não sei mais o que pensar. Gostaria de saber. Fazer. Sentir mais a realidade. Te olho e me pergunto: o que fazer? Gostaria de ouvir. Sua voz. Seus pensamentos. Te quero, mas não vejo: como agir? Seria simples, se tudo fosse como antes. Seria melhor, se cada lembrança boa fosse de ontem. Não quero te perder. Mas também, talvez não basta querer. Foram meses de alegria, e outros tantos dias de desalentos. Se nada hoje é como um dia foi. Talvez não mais possamos desejar que voltemos a ter tais momentos. Melhor desejar um desfecho de paz. Se essa paz está próxima, que bom. Se não está, vamos busca-la juntos. Assim quem sabe no caminho, nos encontremos mais vivos do que pensávamos, e a tal felicidade, reapareça.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pensamentos

No pensamento, te tenho E como a luz que ilumina o dia Tu ilumina minha alma Pois no pensamento, te sinto Seu toque é leve Seu toque é quente Seu toque me prende Seu toque me liberta E assim, por hora, lembro Das poucas horas Dos muitos momentos Dos inesquecíveis desejos No pensamento, te vejo E sendo a noite infindável de emoções Tu permanecerá infindável em mim Pois no pensamento, te amo. Amo como me aquece. Amo como me beija. Amo como me sorri. Amo como me amas. E assim, viajo, com saudades Das várias imagens Dos muitos afagos Do inacreditável, que acontece...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Eu voltarei!

Sim. Eu sei. Tenho andado distante. Mas quero explicar. Mesmo ainda sem saber um motivo real para este afastamento. Uma vez já comentei aqui, que sempre tive a impressão de assistir a minha vida como se fosse um filme, algo que eu tinha total controle. Hoje, por vezes, ainda me vejo assim, como uma personagem da vida real. Talvez eu 

tenha criado assim um mecanismo de fuga dos meus erros, dos meus medos, insatisfações. Quando eu vivia momentos de tensão, era mais fácil pensar que o tempo passaria, e aquilo ficaria pra trás, do que enfrentar, aprender, corrigir. E assim eu fui seguindo. Mas não me arrependo completamente, porque de certa forma foi tudo aquilo que me transformou no que sou hoje. E me superar todos os dias me deixa realmente satisfeita. Cada descoberta, cada conquista, por menor que seja, me faz perceber que sou capaz de muito mais do que pensava. Então, viver como se a vida fosse um filme, agora acontece raramente. E como ser imperfeito que sou, acredito que isso sempre voltará a acontecer, mesmo que poucas vezes.

A falta de palavras tem me tirado a calma. Perder pensamentos. Perder sensações. Isso sim me deixa aflita. Porque desde sempre eu amo as palavras. Desde o primeiro lápis. Desde o A E I O U. Criar histórias, viver as frases. Isso sempre me fascinou. E agora, eu olho e me perco. Nos momentos mais intensos, me perco. Só sinto e vejo o vazio. Um amigo me disse, que talvez isso acontecesse porque eu já não tenho mais dores pra reclamar. Se for assim, então devo me considerar uma pessoa muito feliz. Mas não me sinto assim. Mesmo porque sei que não preciso de dores pra ter inspiração. Eu só preciso de palavras, e são elas que me fogem pelos dedos, pelos pensamentos.

Mas não, apavorada não estou. Porque elas vão voltar, sempre voltam. E aí sim me acalmo, fazendo o que me deixa mais feliz...

Peço então, desculpas... mas como em filmes normalmente gritam: EU VOLTAREI!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Saudade

Ah saudade! Que invade meu coração. É a mesma que me faz pensar com emoção. Naquilo que um dia tive... nos braços que me apertaram. Na paz do abraço. No calor do aconchego. Ah saudade! Que vem e me leva. Me acerta em cheio o peito. Que domina meus sonhos. Passa pelos poros. Intimida minha calma. Buscando na minha alma, a lembrança que acalma. Em mim, vivem os mais lindos momentos. Os mais doces tormentos. Que a saudade me traz... que a saudade me faz viver... novamente...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Paredes

Lá, onde paredes separam

Senti o calor do sol

Nem quente fiquei, mas frio não passei.

 

O momento do fascínio

Foi aquele do delírio

E eu, queria, quis

 

Viver o impensado

Foi nada mais do que ser eu

Pois a cada minuto

Tu foi ainda mais meu

 

Não tenhas medo

Nem sintas receio

Cada um segue seu rumo

E nós, vivemos

Sem paredes ao meio 

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sinto-me só. Não por estar assim. Mas por não encontrar a minha volta, algo que preencha o vazio que há aqui dentro. Talvez eu não saiba entender o que se passa comigo. Talvez eu realmente esteja só. Só isso. Não quero o mundo aos meus pés. Eu quero só... não ser só.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sábias palavras...

"Somos seres preocupados em agir, fazer, resolver, providenciar. Estamos sempre tentando planejar uma coisa, concluir outra, descobrir uma terceira. Não há nada de errado nisto – afinal de contas, é assim que construímos e modificamos o mundo. Mas faz parte da experiência da vida o ato da adoração. Parar de vez em quando, sair de si mesmo, permanecer em silêncio diante do Universo. Ajoelhar-se com o corpo e com a alma. Sem pedir, sem pensar, sem mesmo agradecer por nada. Apenas viver o amor calado que nos envolve. Nestes momentos, algumas lágrimas inesperadas – que não são nem de alegria, nem de tristeza – podem jorrar. Não se surpreenda. Isto é um dom. Estas lágrimas estão lavando sua alma."

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Dores...

Sinto-me assim. Sem vontade. Para escrever principalmente. É como se as teclas não quisessem sentir meus dedos. Sinto-me assim. Perguntando-me: Onde foi que eu errei? E a resposta, parece não ser importante. Afinal, passou. Sinto-me assim. Triste. Lágrimas eu sinto escorrer pelo rosto. E por mais que eu queira esconder, meu coração se faz presente. Sinto-me assim. Cansada. Como se as forças do meu corpo tivessem acabado. E então, olho pra mim. E tento um vestígio de coragem encontrar. Sinto-me assim. Indignada. Pois nada mais eu fiz do que lutar. E agora, talvez tenha tudo sido em vão. Sinto-me assim. Sem saída. Pois nada consigo ver. Quem dera eu ter vontade, coragem, força... Oh vida! Tão boa e tão cheia de armadilhas. Se me perguntassem hoje, como é viver, eu diria: - É padecer, pra amar ainda mais quando um novo dia chegar. E nada se pode fazer, a não ser aceitar...